Hoje ela

Hoje ela acordou com determinação nos pés. Caminhou em linha reta ao objetivo. Sem curvas, sem paradas. Cada passo certeiro. O som de sua andança produzia música. Triunfante. Uma jornada dórica sem fade out. Não havia dúvida ou hesitação. Um trompete, talvez. O que ela via como medo, agora era enredo. O horizonte à vista, um violino. O que ela sentia como improvável, agora era tátil. A areia em seus dedos, um coro de vozes crescendo. O que ela ouvia como ofensa, agora é parte de sua dança. Está tudo presente e o horizonte vira seu habitat. O que ela chamava de esperança, agora ela alcança.

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